Não tem série ou programa de TV que me faça mais feliz atualmente do que "Ugly Betty".Não sei definir se é uma comédia-romântica com pitadas de drama ou um romance-dramático com humor. O que eu sei e que essa mistura é muito bem feita e na medida certa.
O seriado não é um sitcom daqueles típicos com humor mais fácil, quase pastelão. O humor é sutil e não perde a chance de fazer rir com as situações que Betty Suarez(foto) passa no seu dia-a-dia, trabalhando numa renomada revista de moda, a fictícia "Mode".
Mas a base das histórias que são contadas a cada episódio é o drama que a personagem, decendente de latinos, gorda, baixinha e brega, vive para tentar sobreviver e ir além dentro do mundo da moda, mesmo estando longe de seus padrões estéticos. Betty é acima de tudo sonhadora e romântica e muitas das histórias contam sua superação.
Mas Ugly Betty está longe de ser uma daquelas séries chatas, que mais parecem um livro de auto-ajuda. O resultado dessa mistura é quase perfeito.
Das versões que eu vi, a americana é de longe a melhor versão dessa história que nasceu como uma novela mexicana, a "Betty, la fea" que já foi transmitida no Brasil. Na verdade, se tem uma coisa que os mexicanos não deviam fazer é teledramaturgia (confesso que assistia Maria do bairro, que é de longe o melhor trabalho da Thalia [oi?]) .
A Record está produzindo a versão brasileira, com o nome "Bela, a feia". Nunca assisti. Dizem que nem é ruim, mas eu nunca tive a curiosidade. Me contento com Ugly Betty.
Em tempo: Ugly Betty é transmitida todas quintas-feira, às 22h.
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