2.12.08

Volta

Quase três meses depois, ontem eu voltei pra Uerj. E a primeira coisa que eu vi foram obras na fachada da faculdade e já comecei a refletir sobre os benefícios de uma greve. Toda essa reflexão foi pro caralho quando me lembrei que era dia 1º de dezembro e minhas aulas estavam apenas começando. Fora que essa obra não deve passar da fachada mesmo, e a estrutura da Uerj vai continuar uma M, com a impressão de que no primeiro furacão que eventualmente passar pelo Rio ela desaba. Mas desastres naturais a parte, chegando na Uerj a primeira impressão que eu tive foi que nada havia mudado. Tava cheio de gente pra la e pra cá, cheio daqueles intelectuais que, assim como a obra, alguns não passam da fachada, o elevador continua demorando 7 horas e 33 min pra chegar, mas o calor não é tanto como falavam os mais experientes. A maior surpresa ficou com o rolo de papel higiênico no banheiro. Um rolo inteirinho. Depois de fazer xixi, lavar as mãos e secá-las no papel, fui pra aula, aliviado. Continuou a mesmice. Os professores são os mesmos (ainda bem), pelo menos até agora, pq a gravidez de uma das professoras, aparentemente, não parou junto com as aulas e ela terá que deixar o ofício por conta disso. Mto justo.
Enfim, escrevi tudo isso pra dizer que na verdade as coisas por lá continuam iguais.
Ahh, hoje o PCD (lembra dele?) foi aprovado com algumas emendas que os professores queriam, pelo menos foi o que entendi, já que não me aprofundei mto no assunto. Agora eu quero ver se realmente isso vai refletir na sala de aula. Pq era essa a justificativa para que os alunos apoiassem a greve.
Os professores já tem seu reajuste, seu PCD, sua DE. A questão da verba parece que foi esquecida, eles devem ta guardando pra uma próxima greve, e a história do restaurante universitário até agora nada. Até esse momento os alunos não foram beneficiados.

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